14 setembro, 2007

Os rótulos

É lugar comum dizer que não se deve rotular ninguém, buuuuut na minha modesta opinião tem um monte de gente que se encaixa direitinho em muitos rótulos, vamos aos exemplos:

- Um cara que tem um carro rebaixado com o qual mal consegue andar sem se tremer todo e anda escutando som nas alturas, o que se pode deduzir dessas duas observações?

1. 99% de chance dele estar estourando os tímpanos alheios com algum forró;
2. Leu 2 livros na vida, claro que por causa das figuras;
3. Usa boné a noite.

- Uma pessoa Ki IxKreVi AxXxiMm:

1. É mulher, usa muito a internet;
2. Tem menos de 15 anos;
3. Vai reprovar no vestibular, provavelmente na redação;
4. Pensa que mensalão é o novo bloco do chiclete com banana.

Sempre vai ter alguém que diga, ah, mas eu tenho um som enorme no carro mas gosto de ler e não sou playboy... Claro que existe gente que não segue padrões, mas na sua grande maioria as pessoas precisam dos rótulos, porque os rótulos são o que as identificam com a tribo com as quais essas pessoas andam.

Não estou aqui julgando que é melhor a pessoa ser um grande leitor do que ter um som no carro e nem que forró é pior que rock ou qualquer outro gênero musical, apenas sou contra as pessoas dizerem que rótulos não existem, que cada pessoa é um ser único e blá blá blá. Isso é ÓBVIO, apenas acho que dá pra saber mais ou menos como a pessoa é sabendo alguns dos gostos e atitudes dela, e com tantas opções de pessoas para ser amigo no mundo, não dá pra perder o nosso precioso tempo tentando compartilhar sentimentos mais profundos com uma pessoa totalmente diferente da gente. No mínimo vai ser uma amizade distante.

Por outro lado, é altamente enriquecedor conhecer pessoas de diferentes tribos, trocar idéias e principalmente praticar a tolerância em relação aos gostos alheios, só não me peçam pra não xingar um fdp que anda a 5km por hora na minha frente no trânsito porque o carro dele tá quase encostando no chão. ;-)


inté.

12 setembro, 2007

Quem é mais besta?

Diálogo ao telefone com uma amiga, dia desses:

- Ei beto, olha essa propaganda que massa.
- É, nunca tinha visto...
- Olha essa outra, massa né?
- É... Também não conhecia.
- Diabéssio, tu num conhece nenhuma?
- Muié, eu não assisto televisão! (todo pseudo-intelectual)
- Muito menos eu meu filho. (muito puta, disputando comigo o titulo de pseudo-intelectual do ano)

(ei, é brincadeira viu?)

A televisão virou um símbolo tão grande do que não presta, de pessoas alienadas, que hoje em dia a gente briga pra dizer que não assiste, dá um ar assim meio intelectual sabe? Pegue o orkut do povo mais intelectual que vc conhece e olhe na parte "programas de tv" o que tem escrito. Eu Desfilo na Av beira mar de salto alto e vestido, se em 70% dos casos não tiver alguma coisa depreciativa sobre a televisão.

Ah, esse pequeno texto não é pra falar sobre a televisão em si, que é uma merda mesmo, e sim sobre os rótulos e os pré-conceitos que temos. Mas isso eu deixo pro próximo texto onde eu vou provar que os rótulos existem, a gente é que não pode acreditar neles 100% das vezes.

inté povo.

04 setembro, 2007

Bebida e Filmes

Um dia desses, em uma mesa de bar, em algum local indefinido da cidade, começamos a falar sobre as continuações de filmes e tal. Tava perguntando ao Danny se a trilogia do Bourne poderia ter outro filme e ele me explicando que não porque é baseado em uma trilogia de livros, então não teria lógica.

Aí alguém, acredito que tenha sido o Thiago, falou que foda era o "11 homens e um segredo", 12 homens, 13 homens, e que daqui a pouco vinha o "14 homens e um boato", aí pronto, bastou a primeira besteira ser dita, todo mundo rindo, deixando a cerveja agir na sua cabeça e todos se puseram a criar novas sequências, as ultimas que me lembro foram:

"367 homens e um zumzumzum";
"468 homens e uma história aculá (que um amigo de um amigo meu ouviu falar)" e finalmente;
"569 homens brincando de telefone sem fio".

Participaram dessa criação coletiva: Natalia kataoka, Tici, Rodrigo Fuser, Thiago, Danny Husk e eu, beto (barbosa, jamaica, simas, e outros).

Como diria minha amiga Mariana Marques: Ô BESTEIRA!!!!

inté povo.

28 agosto, 2007

Ensaio sobre a Lucidez

O que aconteceria se 83% dos eleitores da capital de um país votassem em branco nas eleições?

É com esse fato que se desenrola o livro.

Tudo se passa 4 anos após toda a população ter ficado completamente cega da cegueira branca, tema do livro anterior, "Ensaio sobre a cegueira".

A lucidez da população em votar em branco para protestar, sem ter sofrido nenhum tipo de influência de nenhuma organização política, apenas pelo desejo individual de cada cidadão é o fato que deixa o governo cego, insistindo que existe alguma conspiração por trás de tal acontecimento. E se existe uma conspiração, ela tem líderes, e é preciso caçá-los e dar uma lição nos eleitores, esses inconscientes que não valorizaram seu voto.

Saramago faz uma crítica severa e ao mesmo tempo realista, mostrando fatos que seríam totalmente factíveis em qualquer "democracia" se a votação decorresse da mesma forma. Direitos caçados, crimes por parte do governo, conspirações e finalmente a culpa de um inocente para servir de bode expiatório.

P.S.: Esse post ficou muito engomadinho né? Assim todo literariozinho, todo dentro dos conformes... Nã!!! Como eu tou sem saco pra reescrever, vou complementar:

Leiam o livro, é do caralho! Apesar do estilo do Véi José, sem pontos e com um monte de vírgula ser meio chato no começo, depois vc se acostuma e nem percebe. Ah, mas leiam ensaio sobre a cegueira antes, é importante.

inté.

27 agosto, 2007

Tempestade e Bonança

Se depois da tempestade vem a bonança, então depois da bonança, vem a tempestade?

Depois de um fim de semana massa com os meus amigos, rindo que só, hoje eu amanheci com uma vontade de chorar do caralho.

Tô meio sem perspectivas, assim, perspectivas tem um monte, mas tou meio sem saber o que fazer, ou melhor, sem saber o que realmente ia me deixar feliz em fazer.

Sair por aí pelo meio do mundo e conhecer milhares de lugares, ajudar um monte de gente, e me entregar ao mundo.

ou

Trabalhar direitinho, bem quietinho, fazer minhas obrigações, juntar uma grana e ter uma vida normal e feliz ao lado dos meus amigos, futura família e filhos?

Ô dúvida cruel.

Eu tinha escrito um bocado de coisas, mas fui reler aqui e tava muito baixo astral, e se tem uma coisa que eu não sou, é baixo astral, então deixei pra lá.

Amanha vou postar um negócio menos pessoal, pq isso aqui ta parecendo agendinha de adolescente. Vou falar do Livro que acabei de ler, "Ensaio sobre a Lucidez" do Saramago, um livraço.

inté povo.

20 agosto, 2007

A vida é simples!

Afinal, a vida é simples ou não é?

Sempre me pego pensando se era melhor ser um pescador numa praia paradisíaca aqui do nordeste e não saber chongas de nada sobre acidentes aéreos, corrupção, conflitos existenciais, concursos públicos, formas de ganhar mais e mais dinheiro, ou se é melhor ter que ruminar essa porra toda a que "nós", os cultos, urbanos e informados, somos expostos.

Toda vida chego em uma conclusão diferente, uma hora que é melhor ser pescador e nunca ter lido a porra do Dostoievski e ficar todo noiado e outras horas decido que bom mesmo é estar no meio onde tudo acontece, ser conectado, ver todos os filmes, ler todos os livros, ir a todos os shows, teatro, cinema, e ficar meio doido de vez em quando por não assimilar tanta informação e ficar meio confuso as vezes por ter tantas opções e não saber por qual caminho seguir.

Ou seja, é perigoso ter informação, somos todos pessoas complicadas, não sabemos direito o que queremos, experimentamos muitas coisas, ficamos com muitas dúvidas, tornamos nossa vida uma confusão geral. As pessoas complicadas geralmente são as mais interessantes.

Mas apesar de todo esse discurso contrário, a vida é simples sim, basta seguir o coração!

Estou com 30 anos (apesar de todo mundo dizer 25. :) ) e vamos ver quanto tempo ainda consigo acreditar que só vale a pena fazer as coisas que o coração manda. Vamos ver o quanto a vida ainda vai tentar envergar minha convicção tentando quebrá-la. Vou torcer pra minha convicção ter sempre essa consistência de galho de goiabeira, que dobra, dobra mas não quebra.


inté.

15 julho, 2007

Conversa de bebo 3

Resolvi colocar não só minhas teorias, mas também diversos causos de outrem!!! Casos verídicos, sinceros, eu diria até que, muitas vezes, lacrimejantes, os quais não poderiam ficar sem um registro por escrito, sob pena de se perderem ou serem deturpados pela ação do tempo.

Começarei com um causo de um dos meus mestres em historiologia da besteira: Vitor Valdir, Vulgo: Trabessas, Rob-Gol, Fiel, Vitoria Valderez, Valdas, ôbixopraterapelidodumaporra!!!

Tu Fala Francês?

Estava Vitor em um almoço familiar, feito exclusivamente para reunir a família e recepcionar uma prima que havia morado 1 ano na frança e estava retornando.

Todos alegres, lépidos e fagueiros, comemorando a chegada da parente querida, se esbaldando de comer, de beber e de conversar besteira, quando não mais que de repente uma prima mais nova de nosso protagonista, do alto de seus 9 anos pergunta para a prima recém-chegada:

- Tu fala francês?
- Claro, passei 1 ano na França - Respondeu a outra de imediato.
- Pois como é que se fala Arrudiar em francês?
- ...

Pense numa piveta arretada!!! Podia ainda ter complementado com mais uma série de outros vocábulos: Guspir, Talba, Bassoura, Berruga ou até mesmo "Rebolar no mato".

Até a próxima companheiros.