04 setembro, 2007

Bebida e Filmes

Um dia desses, em uma mesa de bar, em algum local indefinido da cidade, começamos a falar sobre as continuações de filmes e tal. Tava perguntando ao Danny se a trilogia do Bourne poderia ter outro filme e ele me explicando que não porque é baseado em uma trilogia de livros, então não teria lógica.

Aí alguém, acredito que tenha sido o Thiago, falou que foda era o "11 homens e um segredo", 12 homens, 13 homens, e que daqui a pouco vinha o "14 homens e um boato", aí pronto, bastou a primeira besteira ser dita, todo mundo rindo, deixando a cerveja agir na sua cabeça e todos se puseram a criar novas sequências, as ultimas que me lembro foram:

"367 homens e um zumzumzum";
"468 homens e uma história aculá (que um amigo de um amigo meu ouviu falar)" e finalmente;
"569 homens brincando de telefone sem fio".

Participaram dessa criação coletiva: Natalia kataoka, Tici, Rodrigo Fuser, Thiago, Danny Husk e eu, beto (barbosa, jamaica, simas, e outros).

Como diria minha amiga Mariana Marques: Ô BESTEIRA!!!!

inté povo.

28 agosto, 2007

Ensaio sobre a Lucidez

O que aconteceria se 83% dos eleitores da capital de um país votassem em branco nas eleições?

É com esse fato que se desenrola o livro.

Tudo se passa 4 anos após toda a população ter ficado completamente cega da cegueira branca, tema do livro anterior, "Ensaio sobre a cegueira".

A lucidez da população em votar em branco para protestar, sem ter sofrido nenhum tipo de influência de nenhuma organização política, apenas pelo desejo individual de cada cidadão é o fato que deixa o governo cego, insistindo que existe alguma conspiração por trás de tal acontecimento. E se existe uma conspiração, ela tem líderes, e é preciso caçá-los e dar uma lição nos eleitores, esses inconscientes que não valorizaram seu voto.

Saramago faz uma crítica severa e ao mesmo tempo realista, mostrando fatos que seríam totalmente factíveis em qualquer "democracia" se a votação decorresse da mesma forma. Direitos caçados, crimes por parte do governo, conspirações e finalmente a culpa de um inocente para servir de bode expiatório.

P.S.: Esse post ficou muito engomadinho né? Assim todo literariozinho, todo dentro dos conformes... Nã!!! Como eu tou sem saco pra reescrever, vou complementar:

Leiam o livro, é do caralho! Apesar do estilo do Véi José, sem pontos e com um monte de vírgula ser meio chato no começo, depois vc se acostuma e nem percebe. Ah, mas leiam ensaio sobre a cegueira antes, é importante.

inté.

27 agosto, 2007

Tempestade e Bonança

Se depois da tempestade vem a bonança, então depois da bonança, vem a tempestade?

Depois de um fim de semana massa com os meus amigos, rindo que só, hoje eu amanheci com uma vontade de chorar do caralho.

Tô meio sem perspectivas, assim, perspectivas tem um monte, mas tou meio sem saber o que fazer, ou melhor, sem saber o que realmente ia me deixar feliz em fazer.

Sair por aí pelo meio do mundo e conhecer milhares de lugares, ajudar um monte de gente, e me entregar ao mundo.

ou

Trabalhar direitinho, bem quietinho, fazer minhas obrigações, juntar uma grana e ter uma vida normal e feliz ao lado dos meus amigos, futura família e filhos?

Ô dúvida cruel.

Eu tinha escrito um bocado de coisas, mas fui reler aqui e tava muito baixo astral, e se tem uma coisa que eu não sou, é baixo astral, então deixei pra lá.

Amanha vou postar um negócio menos pessoal, pq isso aqui ta parecendo agendinha de adolescente. Vou falar do Livro que acabei de ler, "Ensaio sobre a Lucidez" do Saramago, um livraço.

inté povo.

20 agosto, 2007

A vida é simples!

Afinal, a vida é simples ou não é?

Sempre me pego pensando se era melhor ser um pescador numa praia paradisíaca aqui do nordeste e não saber chongas de nada sobre acidentes aéreos, corrupção, conflitos existenciais, concursos públicos, formas de ganhar mais e mais dinheiro, ou se é melhor ter que ruminar essa porra toda a que "nós", os cultos, urbanos e informados, somos expostos.

Toda vida chego em uma conclusão diferente, uma hora que é melhor ser pescador e nunca ter lido a porra do Dostoievski e ficar todo noiado e outras horas decido que bom mesmo é estar no meio onde tudo acontece, ser conectado, ver todos os filmes, ler todos os livros, ir a todos os shows, teatro, cinema, e ficar meio doido de vez em quando por não assimilar tanta informação e ficar meio confuso as vezes por ter tantas opções e não saber por qual caminho seguir.

Ou seja, é perigoso ter informação, somos todos pessoas complicadas, não sabemos direito o que queremos, experimentamos muitas coisas, ficamos com muitas dúvidas, tornamos nossa vida uma confusão geral. As pessoas complicadas geralmente são as mais interessantes.

Mas apesar de todo esse discurso contrário, a vida é simples sim, basta seguir o coração!

Estou com 30 anos (apesar de todo mundo dizer 25. :) ) e vamos ver quanto tempo ainda consigo acreditar que só vale a pena fazer as coisas que o coração manda. Vamos ver o quanto a vida ainda vai tentar envergar minha convicção tentando quebrá-la. Vou torcer pra minha convicção ter sempre essa consistência de galho de goiabeira, que dobra, dobra mas não quebra.


inté.

15 julho, 2007

Conversa de bebo 3

Resolvi colocar não só minhas teorias, mas também diversos causos de outrem!!! Casos verídicos, sinceros, eu diria até que, muitas vezes, lacrimejantes, os quais não poderiam ficar sem um registro por escrito, sob pena de se perderem ou serem deturpados pela ação do tempo.

Começarei com um causo de um dos meus mestres em historiologia da besteira: Vitor Valdir, Vulgo: Trabessas, Rob-Gol, Fiel, Vitoria Valderez, Valdas, ôbixopraterapelidodumaporra!!!

Tu Fala Francês?

Estava Vitor em um almoço familiar, feito exclusivamente para reunir a família e recepcionar uma prima que havia morado 1 ano na frança e estava retornando.

Todos alegres, lépidos e fagueiros, comemorando a chegada da parente querida, se esbaldando de comer, de beber e de conversar besteira, quando não mais que de repente uma prima mais nova de nosso protagonista, do alto de seus 9 anos pergunta para a prima recém-chegada:

- Tu fala francês?
- Claro, passei 1 ano na França - Respondeu a outra de imediato.
- Pois como é que se fala Arrudiar em francês?
- ...

Pense numa piveta arretada!!! Podia ainda ter complementado com mais uma série de outros vocábulos: Guspir, Talba, Bassoura, Berruga ou até mesmo "Rebolar no mato".

Até a próxima companheiros.

11 julho, 2007

Dependência

Acho que fiquei dependente!!!

Quero sair todo dia agora!

Na verdade queria era ver meus amigos e amigas todos os dias, sentar num barzinho pra conversar, ou só ouvir as conversas e histórias deles...

Será que é querer demais?

É ruim gostar de gente demais, você sente falta demais, tempo demais, é demais, demais!!!

hunf!

Como eu não sou chique como uns povo aí que tem uns negócio de tocar música no blog, o jeito é dizer:

Escutando Belle e Sebastian - The Blues are still blue.

Olha, ela me ensinou a ser chique:

25 junho, 2007

Otimista ou Pessimista

Assistindo um DVD de Sex and the City um dia desses, na casa da Luana, a Carrie estava se fazendo essa pergunta: Sou otimista ou pessimista em relação aos relacionamentos?

Hoje eu me peguei pensando fortemente nisso.

Em épocas que terminamos relacionamentos, o natural é que se fique pessimista mesmo, mas e depois de um tempo, é comum que pessoas antes otimistas se transformem em pessimistas?

E vocês conhecem pessoas pessimistas que se tornaram otimistas? Eu sempre escuto histórias a respeito delas, pessoas que não acreditavam no amor, até que, de repente, não mais que de repente, aparece um ser maravilhoso em sua vida e tudo muda.

Eu sempre fui um otimista em tudo, não apenas sobre relacionamentos, mas me pego dia-a-dia sendo mais e mais pessimista, ou talvez um otimista menos abobalhado, quem sabe.

Embora não goste de rotular as pessoas, acho que a seguinte classificação tipifica bem os tipos de pessoas e suas expectativas em relação aos relacionamentos:

1) O otimista se envolve com alguém e acha que tudo vai dar certo e que vão ser felizes para sempre;

2) Já tem um menos otimista que se envolve com as pessoas e acredita que até pode dar certo;

3) Tem os descrentes que ainda estão abertos pra se envolver, mas sabem que uma hora vai dar errado, mas mesmo assim tentam;

4) E tem os pessimistas, que ja desistiram de se envolver faz tempo.

Atualmente tou na fase 3, com esperanças de voltar pra 2 e permanecer por lá. Na verdade sempre fui da fase 1, e é péssimo.

Esse negócio de se enquadrar em tudo não dá certo. Até onde vai a liberdade de cada um em fazer o que quer da sua vida, e até onde vai a frustração de abandonar o que vc quer fazer em nome do relacionamento? Não sei, não sei...

Sei que é um grande mistério da humanidade, e que as pessoas mais inquietas sofrem mais.

inté povo.