09 março, 2008

Meu Perfil no Oskut.

Bem, como vou escrever um novo perfil pra mim no orkut, achei melhor postar o velho aqui só prá não perdê-lo.

É isso aí. Esse sou eu:

Me resumo a três sensações: O nó na garganta, o coração apertado e os pelos arrepiados.

O nó na garganta é para as situações que precedem o choro, que me fazem desabar, e não são poucas: uma briga com as pessoas amadas, uma cena bonita de um filme, uma cena triste em um sinal, uma música...

Já chorei escutando "Help" quando estava me sentindo só, sem perspectivas e precisando de ajuda, já chorei escutando "Marvin" e pensando que um dia posso não ter mais meus pais, já chorei tb escutando "Here, There And Everywhere" imaginando um amor como o que o Paul teve pela Linda.

O Coração Apertado é naquelas situações em que eu estou angustiado e sem saber se a estrada que eu tou tomando é a certa, se sigo meus sonhos ou me contento em fazer deles meus passatempos.

E o pelo arrepiado é quando alguma coisa me emociona ao ponto do meu corpo todo se manifestar e me fazer lembrar que a parte mais importante é o coração.

Sei que estou vivo porque tem sempre uma dessas se manifestando, quando não tiver mais, podem mandar jogar as pás de areia em cima.

Ontem eu percebi que faltou uma coisa que me define, a quarta coisa: O Sorriso, a felicidade, estar de bem com a vida, ser otimista sempre. Não sou mais como era, mas ainda sou um entusiasta do mundo, das pessoas e de tudo mais. Falar besteira é comigo mesmo, detesto quem se leva a sério demais e quem não consegue se libertar dos seus grilhões e dar uma boa gargalhada ouvindo uma boa besteira. ;-D

02 março, 2008

O Impossível

Frase mais foda que eu vi nos últimos tempos:


Cortesia da minha queridíssima amiga Camila de Paula.

inté, povo.

23 fevereiro, 2008

Janela da Alma


Esses dias, entre uma soneca e outra na locadora, no período da manhã, assisti o documentário "Janela da Alma".

É uma coletânea de depoimentos de pessoas que tem alguma deficiência visual, desde a cegueira total ao uso de óculos de grau e da sua relação com o mundo através da sua visão (ou não).

O Documentário conta com depoimento de 19 pessoas, dentre elas, citarei apenas as 2 que me fizeram achar que o filme vale a pena: José Saramago e Wim Wenders.

Na verdade, na verdade, pra mim só essa frase do Wim Wenders aí embaixo já valeu o filme.


"We have too much of many things these days. And the only thing we don't have enough is time. And too much of everything means you get numb. The overflow of images today means that, basically we are unable to pay attention. Stories have to be extraordinary to touch us today, because simple stories, we just can´t see them anymore."

[Wim Wenders]

Uma tradução livre: "Temos muito de muitas coisas hoje em dia. E a única coisa que não temos é tempo. Se você tem muito de tudo você fica insensível. A abundância de imagens hoje em dia significa que, basicamente nós não somos capazes de prestar atenção. Histórias tem que ser fantásticas para nos tocar hoje em dia, porque histórias simples, nós não conseguimos mais vê-las."

Bem, isso é tema recorrente nas conversas com os amigos na praia, nos bares, nas casas: A agonia de ter tanta informação disponível, e de ter estímulos cada vez mais fortes vindos de todos os lados, da televisão, dos jornais, do cinema.

Nós precisamos cada vez mais de maiores doses de tudo. Um filme que nos metia medo há 10 anos hoje é história da carochinha, um jogo de videogame que nos divertia na infância, hoje parece ter sido feito por homens da caverna.

Todos os nossos sentidos estão sendo potencializados com os avanços tecnológicos. Estudos são feitos em nosso cérebro para saber como ativar esse ou aquele sentimento, como nos fazer desejar certas coisas, como nos estimular da forma correta.

E a gente consumindo tudo isso, todo dia, em doses cada vez maiores.

E a gente ficando cada vez mais insensível, perdendo a capacidade de nos surpreender, de ver beleza nas coisas simples.

Bem, eu não quero receber essas doses de anestésicos e virar um insensível, muito pelo contrário, quero cada vez mais conseguir enxergar e aproveitar as coisas simples.

E vocês?

Só pra finalizar, um trecho de "Índios", do Renato Russo (um depoimento que eu gostaria muito que estivesse nesse documentário) que eu adoro e acho que tem tudo a ver com tudo isso aí em cima:

"Quem me dera
Ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante..."

um abraço apertado,

beto.

11 fevereiro, 2008

Besteirol

O lado bom de estar feliz, é justamente isso, estar feliz. Ohhhhhhhhhh

O lado ruim de estar feliz é que eu não consigo inspiração pra escrever nada interessante, então vou postar aqui um troço que eu encontrei remexendo meu computador.

CURSO PRATICO DE INGLES

Se você quer uma Coca-Cola, diga GUIMI A COUC.
Se você quer comer uns ovos com presunto, diga RAM AN EGS.
Se você prende o dedo na porta do Taxi, grite FOC!.
Se algo lhe parece muito caro, diga FOC.
Se levar um escorregão no Metro, diga FOC.
Se você for assaltado no Bronx, diga FOC.
Se você da' de cara com um mulherão tipo Kim Bassinger, diga UARA FOC!.
Se alguém lhe grita algo que contenha FOC, responda FOQUIU TU.
Se você perde seu passaporte, chame a policia e diga AI LOST MAI FOQUIN PEIPERS.
Se você se perder na cidade, grite AI AM FOQUIN LOST!.
Quando se referir a uma terceira pessoa, outro sujeito, diga DE FOQUIN GAI OVERDER.
Se esta afim de transar com aquela morena espetacular, diga-lhe AI UANA FOC WIZ YU.
Se esta afim de transar com aquela loira espetacular, diga-lhe RELOU CAN AI FOQUIU?.
Se não souber onde pegar um Taxi, pergunte RAO TU GUET A FOQUIN CAB?
Se estiver muito chateado não diga REFOC, somente repita FOC varias vezes.
Se perceber que alguém esta querendo fazer gozação com você, pergunte ARYU FOQUIN MI?.

Como diria mariana marques: Ô Besteira!!! hahahahaha


Só pra dar sinal de vida mesmo.

inté povo.

03 janeiro, 2008

2007

São 5:20 da manhã aqui no Rio, não consegui dormir ainda, e quando tava quase querendo ter sono fui ler o blog da Ariane e da Beta. Me fudi!

Porque agora fiquei com uma vontade inadiável de escrever alguma coisa sobre esse ano de 2007. Pobre de mim que não vou nem conseguir chegar perto da emoção que as meninas colocaram nos textos delas, mas vamos lá...

2007

Quando você pensa que se conhece, que já viveu muita coisa, que é maduro, lá vem a vida te dar um tabefe e mostrar pra você que você não sabe de nada, que é capaz de fazer coisas que não imaginava, pro mal e pro bem. E esse ano fiz muitas coisas ruins, das quais me envergonho, e acho que fiz poucas coisas boas, em 2008 tem que ser o contrário.

Esse ano foi o da recuperação, com certeza, o ano em que meus olhos voltaram a brilhar, já quase no final do ano, mas voltaram.

Depois de dois anos na merda, após ter me separado em janeiro de 2006 e de ter vendido a coisa material que mais me importava no mundo inteiro, que era minha locadora, minha lanchonete, nas quais eu havia batalhado durante quase 10 anos, entrei em parafuso.

Vi tudo o que eu havia construído se esvair, desmoronar...

E apesar de ter muita grana envolvida, não é sobre isso que tou falando não sabe?

É sobre você ser absolutamente feliz fazendo uma coisa e ver isso acabar, é ver todo o carinho, cuidado, atenção que você deu àquilo tudo durante tanto tempo, virar só tristeza, e o pior de tudo, é não saber mais quem é você sem aquilo, eu era o beto da locadora, da lanchonete, o beto empreendedor, e agora eu ia ser o que? O beto fudido?

Só que graças a essas maravilhosas pessoas que conheci esse ano, consegui ver que a vida tá muito melhor agora do que o que era antes, que posso não ter o dinheiro e a independência que eu tinha, mas que em compensação, nunca estive tão cercado de pessoas que me querem bem, me admiram, gostam de mim. E que profissionalmente e financeiramente, uma hora as coisas se encaixam, basta os olhos voltarem a brilhar de interesse por alguma coisa. E ambas as coisas são verdade.

Eu nem sei bem como tudo começou, como comecei a conhecer esse povo todo.

Tenho quase certeza que o estalo de ver que eu estava começando a ter uma turma bacana de novo aconteceu por causa da SAM (tinha que ser esse ser iluminado né?) num dia que ela estava no fafi com o marquinhos e eu conversei horas com ele, descobrimos que fomos contemporâneos no Colégio Cearense (pra desespero da SAM) e por aí foi...

Em decorrência dessa pequena conversa, desse pequeno dia em que eu poderia ter ficado me lamentando em casa vieram: Marquinhos, Danny Husk, Luana (Surfista... né danny?), Luana Cavalcanti, Rodrigo Fuser, Natália Kataoka, Sabrina, Dayse, Malena, Arianne, Beta Aline, Tici (O menino), João Gabriel, Eveline Nobre, Marina Esmeraldo, Renato Albuquerque

Sellaro e Raphael Villar - Esses dois ficaram pro final porque na verdade foram as últimas pessoas que eu conheci esse ano, assim, conhecer mais de perto, pois a gente mal se falava, éramos mais amigos de outros amigos, conhecidos e tal.

Eu simplesmente não sei descrever como é que esses dois cachaceiros tem o coração tão bom, como podem ser tão amigos, inteligentes e boa companhia. Muito menos sei como mostrar o laço que se formou entre a gente nessas semanas aqui no Rio. Só resta sentir saudade.

Na verdade tudo começou em fortaleza, 1 mês antes da mudança do Sellaro aqui pro Rio, quando começaram as despedidas e nasceu naturalmente a turma da "vagabundagem" (todo mundo trabalha e é responsável) que começou a se reunir todas as tardes na praia, e depois de tarde e de noite, e quanto mais a hora da partida ia chegando, mais a coisa ia evoluindo, e foi começando a ser de tarde, de noite e de madrugada.

O que podia sair disso? Um mês maravilhoso, uma turma maravilhosa, uma ligação absurda entre a gente e uma saudade que ainda vai me fazer chorar muito quando esse contato diminuir, e já vai diminuir, porque o Sellaro fica morando no Rio.

E eu como sou um viadinho, já tou chorando de saudade dessa época que nem terminou ainda.

Outras pessoas que voltaram a frequentar a minha vida e que foram fundamentais nesse período: Vitor Valdir, Aline Borja, Sam, Mariana Brusk e o Jeová.

Houve muitas outras pessoas que entraram na minha vida esse ano e que não fazem parte do bloco citado no começo do texto (que eh mais ou menos uma mesma turma) e nem desse aqui de baixo, não vou citar os nomes porque além de ser muita gente, eu quis fazer esse post sobre específicamente essa turma, esse bloco de pessoas específico que me fizeram sentir em casa no fafi nas quartas e quintas, no Amici's na sexta e no music box aos sábados, e comigo mesmo todos os dias.

Mas apesar de ter conhecido todas essas pessoas, e elas terem ajudado a eu me levantar, o grande teste, o ponto onde tudo poderia mudar e mudou mesmo, foi com a prova do mestrado.

O Mestrado foi o fundo do poço e minha remissão. Nunca tive tanto medo de fazer uma coisa, primeiro por não saber se era o que eu queria, e segundo acho que com medo de não passar, fiz tudo em cima da hora, nas coxas, meio que nem ligando.

Depois que saiu o resultado e vi que eu tinha passado, e passado bem colocado, foi que o Danny me disse que eu tava era com medo, medo de não passar, e acho que era isso mesmo.

O Fundo do poço porque dois dias antes de ter que entregar o projeto e não tendo feito porra nenhuma ainda, eu tive esse diálogo com meu pai (que é uma das pessoas mais doces e fantásticas que ja conheci)

Ele: Você não vai entregar o projeto hoje não? (obviamente pensando que ja estava pronto há tempos)
Eu: Vou só amanhã! (Doido pra que ninguem me perguntasse nada, não me fizesse pensar, decidir nada)
Ele: Então é porquê você não fez ainda...
Eu: Pai, eu não sei nem se quero fazer esse mestrado, eu não sei de nada, me deixa...
Ele: E você quer fazer o que da vida? (num tom de que queria me ver bem, que eu fizesse qualquer coisa, desde que eu ficasse bem...)
Eu: Sei lá... nada... sumir.... morrer!!!

Silêncio total...

1 minuto depois eu estava morrendo por dentro por ter falado aquilo pra uma pessoa que sempre me deu apoio e e acreditou em mim, sempre foi o melhor pai do mundo.Além de tudo eu disse que queria morrer, mesmo da boca pra fora, o que diabo eu tava sentindo de tão ruim?

Passamos vários dias sem nos falar direito e quando saiu o resultado do mestrado, tudo o que eu queria era contar pro meu pai... parecia que eu tava dizendo pra ele: Pai, não se preocupa, teu filho tá nos trilhos de novo...

É isso aí, que venha 2008 que eu tou nos trilhos, e tou acelerando.

um beijo grande a todos os meus amigos.

inté.

31 dezembro, 2007

Rio de Janeiro

Olá amigos, algumas notícias do Rio, no último dia do ano.

Tou aqui desde o dia 17 e o começo foi um desconforto só, saudade enorme dos amigos, cidade desconhecida, tudo muito caro, pessoas estranhas, sotaque diferente, vontade de voltar pra casa o tempo todo.

Mas ontem me despedindo do Rapha, que já voltou pra Fortaleza foi que eu vi como os dias passados aqui vão se tornar inesquecíveis.

Como eu sei que alguns amigos estão curiosos pra saber o que andamos fazendo por aqui, vou fazer um pequeno resumo, mas atenção, os detalhes sórdidos ficam para as conversas ao vivo. :)

- Eu, Sellaro, Rapha e Rodrigo tomamos aproximadamente 728 mil litros de chopp (por dia óbvio). Nessa cidade vc quase não encontra cerveja grande, é só chopp, chopp, chopp.

- Com excessão do viadim do Rapha, ninguém foi à praia, eu não coloquei nes os pés na areia.

- Cristo Redentor, Corcovado, Jardim Botânico? Já dei uma olhada nos postais. hahaha

- Todos os bares de botafogo e muitos outros mais... Fomos, claro, é trabalho!!!

- Pra mim, um dos momentos marcantes foi ter assistido Noel - Poeta da Vila, o filme sobre a vida do Noel Rosa em um cinema de frente pro mar, com o sellaro e o rapha e no fim do filme, chorando que soluçava, e perceber que meus companheiros também estavam chorando... Que viadagem hein? hehehe

- Todo dia ligações e mais ligações de Fortaleza, recebidas e efetuadas, saudade sendo morta pelo telefone.

- Fomos no Noise aqui do Rio - Casa da Matriz, festa Paradiso. Muito, muito, muito boa, fazia tempo que eu não pulava daquele jeito.

- Fomos no samba do Amici`s aqui do Rio, o Carioca da Gema, e vimos Teresa Cristina cantando. Só que não tava calor. :)

- Andamos 923 mil km de metrô e busão e mais 253 mil, a pé.

Me senti muito mais seguro no Rio do que em Fortaleza. Andamos de ônibus ou a pé várias e várias vezes, as 2, 3 da manhã pelo meio das ruas, no centro, em botafogo e sempre tinha gente pra todo lado, transporte à vontade, ruas iluminadas.

Quero ver quem me diz que anda na Santos Dumont ou na Engenheiro Santana Jr depois de 10h da noite a pé e vai pra casa aí em Fortaleza.

Mas o importante é que qualquer cidade tem coisas boas e ruins, o que importa mesmo é que se tiver alguns amigos queridos por perto tudo fica muito, mas muito melhor. Essa viagem só foi maravilhosa, divertida e engraçada por causa dos meus amigos que estavam aqui, primeiro o Sellaro que chegou junto comigo, dia 17, depois o Raphael que chegou dia 19 e depois o Rodrigo, que chegou dia 24.

Obrigado amigos que estão aqui, abraço ao que já voltou e muitas muitas saudade dos que não vieram.

Porra de lágrima que insiste em encher o meu olho!

inté.

12 dezembro, 2007

Triste ou Feliz?

Acho que vou escrever uma coisa séria, prá variar um pouco.

Não, não tou triste, pelo contrário, tou até bem feliz, como há tempos não estava, mas é que tem um monte de coisa acontecendo e não podia deixar passar em branco.

Amigos viajando, indo embora... prá que mesmo? Em busca de tantas coisas: mestrados, doutorados, empregos melhores, novos desafios...

Prá onde é que o mundo está indo com todo esse turbilhão de informações, de necessidades, de procuras? As vezes dá saudade de quando as coisas eram menos complicadas, quando o máximo de tempo que você ficava sem ver seus amigos era um mês, porque você era obrigado a fazer aquela viagem de família e sentia uma saudade danada, mas que passava logo.

Esses últimos dias, na verdade meses mesmo, tem sido tão legais, tão absurdamente cheios de descobertas de pessoas maravilhosas, que já me pego sentindo saudade deles.

Aquela saudade de quando a gente diz pro neto: ah, houve uma época que eu e meus amigos saíamos todos os dias, íamos à praia de tarde na semana, de noite ficávamos numa mesa de bar falando desde as maiores asneiras até coisas de tocar o coração.

Saudade dessa época que ainda nem passou.

Os amigos viajando, as responsabilidades chegando e o ano acabando.

2008 vai começar menos feliz.

Pode virar um puta ano, mas só se eu virar gente grande e conseguir dinheiro pra ir visitar meus amigos nos quatro cantos do Brasil, e do mundo.

Num dá pra conseguir esse dinheiro sem virar gente grande não? :)

inté.

P.S.: Eu sou um bosta mesmo, disse que tava feliz, aí fui ler o que escrevi e já tou com os olhos cheios de lágrimas.