18 abril, 2008

Tropa de Elite. Finalmente!

Considerando os últimos meses da minha vida, hoje foi um dia atípico, estudei o dia todo, com a namorada, e tou passando a noite de sexta em casa.

Pra coroar esse dia tão bom, resolvi assistir, finalmente, Tropa de Elite.

O Filme é uma pancada, bom demais.

Não vou aqui entrar nos méritos jurídicos, sociológicos, antropológicos, filósóficos da questão das drogas, do tráfico e da violência. O que me chamou a atenção foi ver a mudança do Matias, deixando de ser uma pessoa dóci, civilizada e centrada e se transformando num animal, numa máquina de matar.

O difícil é aceitar que isso existe de verdade, não só na polícia, mas em todas as áreas a gente imaginar as pessoas estão se bestializando, se tornando mais cruéis, mais duras, mais insensíveis. Seja pra poder aguentar o mundo em que a gente vive ou seja pra tirar vantagem dele.

Acho que mexeu muito comigo, porque eu sou um otimista. Quando vejo um monte de gente legal, de bom coração, fazendo coisas boas, propagando o amor, a civilidade, a educação e o carinho, já acho logo que todo mundo é assim, aí vejo um negócio desses e sinto um choque de realidade.

É triste, muito triste ver que as pessoas não percebem que o importante nessa vida é o AMOR e as pessoas.


inté.

15 abril, 2008

15.04.08

Aniversário da Dind!

Dia feliz, muito feliz!!!!

:)

08 abril, 2008

Os dois opostos e eu.

Argh, já comecei a escrever isso aqui umas 458 vezes e apaguei porque achei que não tava bom. Saco! Agora vai do jeito que vier à cabeça mesmo, curto e grosso!

Porque é tão dificil defender que todo mundo tem direito de pensar diferente, de ter opiniões, de ter liberdade e quando alguém vem falar alguma coisa que você discorda, aí é um Deus nos acuda? Você reclama, xinga, não acredita, julga, se decepciona e o escambau.

Mas o objetivo das pessoas terem liberdade de pensar diferente não é justamente haver pluralidade, tolerância, respeito, e pensarem diferente mesmo?

Então porque diacho eu fiquei tão desnorteado quando ouvi uma opinião bem diferente da minha a repeito de um assunto sério?

Liberdade de pensamento é pros outros, mas aqui em casa não violão?

É muita hipocrisía mesmo!!!

Ainda bem, ainda bem que pelo menos eu consegui pensar a respeito e tentar entender o motivo de ter reagido assim, além de refletir sobre o que é que realmente me incomoda quando passo por uma situação dessas.

Cheguei a conclusão que o que realmente me incomoda, e incomoda porque acontece com frequência, é as pessoas tentarem nos convencer das idéias delas e brigarem, arrumarem confusão ou se chatearem por causa disso.

Não sei com vocês, mas comigo, sempre que alguém tem a opinião diferente da minha, vem com um arsenal poderoso e letal prá tentar me convencer a adotar a sua opinião a respeito do assunto e isso é chato prá caramba, normalmente nunca leva a lugar nenhum, a não ser a um lugar com duas pessoas chateadas.

Porque essa necessidade doentia que as pessoas tem de convencer os outros de que a sua religião é melhor, que o governo do fulano é melhor ou pior do que o do beltrano, que o sicrano é assim ou assado? Whatever...

Acho que as pessoas seriam bem mais felizes e sensatas se investisem seu tempo pensando nelas mesmas, no que elas acreditam, colocando em dúvidas as "verdades" que estão arraigadas na sua cabeça.

Será que tudo o que você pensa é certo? Se não (e eu prefiro acreditar que todo mundo respondeu não a essa pergunta), porque sempre em qualquer discussão, a gente age como se fosse o rei da verdade?

O que não quer dizer que opiniões contrárias não sejam bem vidas, devem ser sempre, mas no meu caso só se vierem acompanhadas de calma, de carinho, de respeito pelo pensamento do outro e da idéia de que ninguém convence ninguém de nada.

Quando alguém troca de opinião sobre algo, ela não substituiu a dela pela de outra pessoa. Ela analisou tudo que ja tinha vivido e pensado a respeito daquele tema e elaborou uma nova visão a partir de novas informações e novas interações com pessoas diferentes.

Eu me senti mal quando percebi que pregava uma coisa e quando me deparei na prática agi da forma oposta. É osso!

É como se sempre tivesse acreditado cegamente e defendido a igualdade racial, e de repente visse minha filha com um namorado negro e desse chilique. Que vergonha!!!

Aí fica a pergunta: será que o difícil é conviver com quem tem opiniões diferentes da sua, ou é conviver com quem tenta impor suas opiniões?

Ontem eu percebi que seria muito mais fácil eu conseguir conviver com alguém que pensa diferente de mim, do que essa pessoa conviver comigo.

Afinal quem se estressou fui eu. Uma lástima!

Isso aí me custou uma hora de estudo pensando, no dia em que aconteceu, e mais uma hora agora colocando por escrito.

Eu sei que devia ter usado essas duas horas pra estudar, mas diacho, eu ainda sou humano né? E não só uma máquina de ler texto.

inté.

P.S.: obrigado a todos que me aceitam sendo diferente de vocês, mais do que eu aceito vocês que são diferentes de mim. Mas eu tou melhorando, afinal a parte massa da vida não é o processo? :)

04 abril, 2008

Juno - Cena Final - Anyone Else But You.

Tá, o Juno é um filme que foi planejado para ser cool e esse talvez seja o seu maior defeito. Mas vale a pena ser visto, ainda mais com uma trilha sonora que inclui Belle & Sebastian, Sonic Youth e Velvet Undergorund.

Fica aí a última cena, com os dois tocando "Anyone Else But You". Olhem a letra da música, que linda.

inté.





Anyone Else But You

You're a part time lover and a full time friend
The monkey on you're back is the latest trend
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

Here is the church and here is the steeple
We sure are cute for two ugly people
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

We both have shiny happy fits of rage
You want more fans, I want more stage
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

You are always trying to keep it real
I'm in love with how you feel
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

I kiss you on the brain in the shadow of a train
I kiss you all starry eyed, my body's swinging from side to side
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

The pebbles forgive me, the trees forgive me
So why can't, you forgive me?
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu du
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you.

03 abril, 2008

But you.

28 março, 2008

Cartola e seu Pai - O Mundo é um Moinho

Ontem no fafi, eu, rodrigo, raphael e danny escutamos essa música do cartola, que obviamente todos já conhecíamos. Mas o que eu não sabia é que o cartola compôs essa música em uma noite que passou em claro, depois de saber que sua filha iria sair de casa para ser uma mulher da vida.

Não tem como não ficar todo arrepiado!!!

inté.

24 março, 2008

De volta ao casulo

Esse feriadão foi grande demais, em dias, em atividades e em pensamentos.

Conheci pessoas bacanas, vi amigos que moram longe (mário, sellaro), fiz mil e uma coisas e não fiz o básico: cuidar de mim e das minhas coisas, minhas obrigações.

Já há algum tempo eu tenho me preocupado com o tempo excessivo que eu passo na internet conversando com um bocado de gente e com a frequência excessiva que eu saio à noite.

O problema não são as atividades em si, e sim a forma mecânica com que tem sido vividos.

Saio mesmo não estando com vontade, e não me divirto.

Fico na internet mesmo estando cansado, sem vontade, como uma compulsão.

Tenho que priorizar coisas na minha vida, e agora a mais importante delas é o mestrado. A partir dessa semana estarei nos períodos da manha e tarde na UECE, estudando.

Vou dedicar minhas noites a estudar mais um pouco, ler outras coisas que não sejam de estudo, ouvir bastante música e ver bastante filme.

Sabe quando você sente que esgotou? Que tudo aquilo que vc tinha de interessante pra dizer acabou? Pois é, tou me sentindo assim. Pudera, quase 1 ano só saindo, sem ler praticamente nada, sem quase ver filmes, sem escutar música direito, o que eu queria?

A fonte seca se você não repõe. Obviamente esse período tendo contato com outras pessoas me enriqueceu profundamente, aprendi um monte de coisas, ouvi muitas histórias, ri muito. Mas chega um momento em que você está recebendo mais do que oferecendo, muito mais.

Prá mim essa é uma boa hora de pensar que algo está errado e parar, tentar buscar o equilíbrio de novo.

Quando me sinto assim, começo a achar que sou uma farsa e não gosto disso.

Espero que meus amigos de verdade sintam a minha falta, mas que também entendam as minhas eventuais recusas de sair, beber ou farrear.

Claro que não vou cometer o mais básico dos erros que é o de sumir de todo canto, de não sair mais, de não falar mais com ninguém. Vou apenas tentar organizar o meu tempo de uma forma melhor onde eu consiga fazer as coisas que quero, que preciso e que me farão ficar bem.

Nada se sustenta sem conteúdo, nem a gente mesmo se sustenta.

Tô meio murcho e tou indo bem ali me calibrar.

Volto já.

inté.